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23 de Junho de 2015
Trabalho social de porteiro do Jardim Oceânico realiza sonho de ajudar sua cidade natal, no Nordeste
Francisco colhe os frutos do trabalho com ação que já é conhecida pelos moradores da região
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Por Paula Dias e Marcelo Piu  

Quem olha para ele imagina que é apenas mais um porteiro de um dos inúmeros prédios da Barra da Tijuca. Mas, por trás do ofício que Francisco Pereira da Silva executa há 11 anos num edifício do Jardim Oceânico, há um trabalho social capaz de mobilizar uma comunidade inteira. Há dois meses o paraibano de 37 anos - nascido em Fagundes, a 28 quilômetros de Campina Grande - junta latinhas e garrafas plásticas para revender. O objetivo é arrecadar dinheiro para investir no potencial turístico de sua cidade natal.

“Vim para o Rio em 1988, mas nunca esqueci minhas origens. O município de Fagundes é bonito por natureza e precisa apenas de investimentos para crescer”, diz Francisco. A iniciativa foi tomando forma e ganhando adeptos aos poucos. Hoje, um grupo de 12 porteiros nordestinos, que também trabalham na Barra, colaboram com o recolhimento de latinhas e garrafas PET. Para profissionalizar a ação, Chico batizou a cooperativa de Ação Solidária por Amor à Paraíba.

“Com o dinheiro das latinhas pretendo trazer produtos típicos da minha terra para serem revendidos aqui no Rio. Há muitos artesãos no Nordeste esperando uma oportunidade para divulgar seus trabalhos. Acredito que dessa forma será possível chamar a atenção dos cariocas e dos estrangeiros para a minha cidade”, explica o paraibano.

Apesar de o projeto ainda estar no início, Chico já pensa grande. Além de trazer produtos nordestinos para revender no Rio, ele já planeja investir em infra-estrutura para melhorar o turismo na cidade onde morou até os 23 anos. Mesmo distante, o porteiro já firmou parcerias com a Prefeitura de Fagundes para pôr suas idéias em prática. Uma delas é a instalação de dez latas de lixo ao redor da Pedra de Santo Antônio, na Serra de Bodopitá.

            “A Pedra tem um grande potencial para o turismo religioso. É um local de peregrinação e fé. Os visitantes caminham um quilômetro até ali e depois atravessam uma fenda estreita na esperança de ter alguns pedidos atendidos pelo santo”, conta.

O porteiro lamenta que o ponto turístico venha sendo ameaçado pelo desmatamento e pela expansão de favelas. Ele até pensa em retornar à cidade para acompanhar os problemas de perto, mas garante que só arruma as malas para voltar quando tiver certeza de que a cooperativa de latinhas tem condições de funcionar na sua ausência.

            “Apesar de ter enfrentado muitas dificuldades na Paraíba, sempre tive orgulho da minha terra. É um dever meu, como cidadão, colaborar para a obtenção de melhorias para a minha cidade”, observa Francisco. E como se não bastasse levantar fundos para desenvolver projetos, Chico ainda criou um hino e uma oração para homenagear a cidade de apenas 14 mil habitantes. Ambos estão registrados, respectivamente, na Escola de Música da UFRJ e na Biblioteca Nacional.

            “No início fui taxado de maluco. Até hoje encontro muitas pessoas que abandonaram tudo no Nordeste para tentar a vida no Rio, e, mesmo infelizes, não pensam em retornar. Mas, aos poucos, consegui contagiar amigos que, como eu, querem preservar suas raízes. Acredito que é possível realizar coisas boas quando realmente acreditamos numa causa”, conclui.

 Fonte: Jornal do Brasil


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